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Proposta 04 de Outubro

LÚMEN ESPECÍFICAS
REDAÇÃO
PROFESSORES: MÁRCIO, SINVAL, ZÉ LARANJA

- Textos Motivadores

- Texto 1

          O Reino Unido quer proibir a venda de veículos novos movidos a gasolina ou diesel a partir de 2040, como parte de um plano para tirar todos estes carros das ruas até 2050, segundo afirmou o ministro do meio ambiente Michael Gove nesta quarta-feira (26). De acordo com a agência Reuters, Gove fez o anúncio em uma entrevista à rede BBC. Um documento do Partido Conservador prevê as medidas para banir os carros a gasolina ou diesel das ruas. Ele também confirmou a proibição das vendas em 2040. O ministro britânico ainda afirmou que o governo colocará 200 milhões de libras para políticas de restrição de veículos a diesel em regiões mais poluídas.
          No mês passado, a França anunciou a intenção de acabar com a venda dos modelos a combustão também até 2040. O plano do governo francês integra o acordo votado na Conferência de Paris, em dezembro de 2015, de luta contra o aquecimento global. Algumas cidades da Alemanha, incluindo Munique e Stuttgart, também consideram banir os veículos a diesel.
          Até 2035, para cada grama de carbono emitida, a mesma quantidade deverá ser retirada da atmosfera. Para isso, a diminuição da circulação de veículos é essencial. O escândalo de fraude em emissões da Volkswagen pode ter dado um impulso a essas iniciativas. Por isto, montadoras também estão investindo forte para mudar a matriz energética. A Volvo, por exemplo, não lançará mais modelos novos movidos somente a combustão a partir de 2019.


- Texto 2

          A Tesla se tornou nesta segunda-feira a maior fabricante americana de automóveis por seu valor financeiro, superando a General Motors (GM), em uma demonstração da confiança do mercado em seu potencial.
          Nas primeiras transações em Wall Street, a ação da Tesla, fabricante americana de automóveis elétricos de luxo, subiu e o valor financeiro da companhia era de 51,56 bilhões de dólares contra 50,26 bilhões de GM, o maior fabricante americano em termos de venda.
          A Tesla manteve assim nesta segunda-feira um crescimento financeiro iniciado na semana passada e que chegou a superar a Ford.
          A diferença de valor financeiro entre a Tesla e a GM não reflete a relação de forças entre ambas as companhias.
          No ano passado a Tesla produziu 84.000 automóveis e teve um volume de negócios de 7 bilhões de dólares. Já a GM fabricou 10 milhões de carros e teve uma receita superior a 166 bilhões de dólares.
          A GM tem 17,3% do mercado americano e a Tesla só 0,2%, segundo o Autodata.
          A Tesla começou a subir em Wall Street graças a uma quantidade recorde de 25.000 autos entregues no primeiro trimestre, o que levou os analistas a fazer projeções otimistas para os próximos meses.
          A ascensão da Tesla sugere que os mercados financeiros apostam que os motores elétricos substituirão, no longo prazo, os de combustão e que os veículos autônomos e os serviços de mobilidade são o futuro dos meios de transporte, segundo especialistas.


- Texto 3

          É um estrago e tanto. Na área que recebe o grande lago que serve de reservatório da hidrelétrica, a natureza se transforma: o clima muda, espécies de peixes desaparecem, animais fogem para refúgios secos, árvores viram madeira podre debaixo da inundação… E isso fora o impacto social: milhares de pessoas deixam suas casas e têm de recomeçar sua vida do zero num outro lugar. No Brasil, 33 mil desabrigados estão nessa situação, e criaram até uma organização, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
          Pode parecer uma catástrofe, mas, comparando com outros tipos de geração de energia, a hidrelétrica até que não é ruim. Quando consideramos os riscos ambientais, as usinas nucleares são mais perigosas. E, se pensarmos no clima global, as termoelétricas – que funcionam queimando gás ou carvão – são as piores, pois lançam gases na atmosfera que contribuem para o efeito estufa.
          A verdade é que não existe nenhuma forma de geração de energia 100% limpa. “Toda extração de energia da natureza traz algum impacto. Mesmo a energia eólica (que usa a força do vento), que até parece inofensiva, é problemática. Quem vive embaixo das enormes hélices que geram energia sofre com o barulho, a vibração e a poluição visual, além de o sistema perturbar o fluxo migratório de aves, como acontece na Espanha”, afirma o engenheiro Gilberto Jannuzzi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Outro problema das fontes alternativas é o aspecto econômico: a energia solar, por exemplo, é bem menos impactante que a hidrelétrica, mas custa dez vezes mais e não consegue alimentar o gasto elevado das grandes cidades.
          Por causa disso, os ambientalistas defendem a bandeira da redução do consumo. Pelas contas do educador ambiental Sérgio Dialetachi, coordenador da campanha de energia do Greenpeace, daria para economizar 40% da energia produzida no país com três medidas. Primeiro, instalando turbinas mais eficientes nas usinas antigas. Segundo, modernizando as linhas de transmissão e combatendo o roubo de energia. Terceiro, retornando ao comportamento da época do racionamento, em 2001, com equipamentos e hábitos menos gastadores. Tudo isso evitaria que novas hidrelétricas precisassem ser construídas, protegendo um pouco mais nosso planeta.


- Texto 4

          97% do volume investido no Brasil pelos chineses no primeiro semestre deste ano foi em energia.  E esse apetite não deve arrefecer: segundo informação do presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, Charles Tang, os chineses pretendem crescer ainda mais no setor energético. “Temos uma empresa que nos pediu para ver a possibilidade de o governo fazer um leilão de energia de lixo.” Uma fabricante de cabos para transmissão de energia também analisa o país, diz Tang.
          Nos últimos 30 meses, a China respondeu por 30% do investimento estrangeiro direto no Brasil. Entre 2015 e 2016, quatro dos maiores investimentos internacionais chineses foram no Brasil, incluindo o maior contrato internacional chinês, avaliado em USD 13 bilhões, por meio do qual a State Grid Corporation of China (SGCC) adquiriu uma participação no controle da CPFL Energia SA.  Atualmente a SGCC tem 50% do seus ativos no exterior localizados no Brasil.
          É nas energias renováveis que a China tem se destacado. Atualmente ela é simplesmente o maior investidor mundial em energia renovável, com 78,3 bilhões de dólares investidos em 2016, e 102,9 bilhões de dólares em 2015 – valor bem acima de um terço do total global.  No ano passado, a China ficou como o quinto maior investidor em energia renovável nos mercados emergentes, sendo responsável por USD 19,7 bilhões desde 2005.
          De acordo com o Financial Times, todos os países do BRICS, excetuando-se a Rússia, estiveram entre os principais destinos para os investimentos chineses internacionais em energia renovável em 2015.
          E não são poucas as oportunidades de investimentos nos países em desenvolvimento: juntas, as metas nacionais de energia renovável dos BRICS aumentarão a quantidade total de energia renovável instalada entre as cinco nações para mais de 1,251 GW em variadas datas de entrega entre 2020-2030. Isso significaria um aumento de cerca de 498 GW – aproximadamente um quarto da capacidade atual instalada de energia renovável no mundo todo.
          Em 2016, os países do BRICS detinham 38% da capacidade de energia renovável instalada no mundo, superando a participação do grupo no PIB global  (22.5% em 2015). Com mais de dois terços da capacidade total de renovável dos países do BRICS, a China lidera essa porcentagem.
          Mas o Brasil e a Índia estão em curva ascendente, cada qual contribuindo com aproximadamente 5% do total global em 2016. A Rússia e a África do Sul são contribuintes muito menores, mas sua capacidade também está em ascensão.
          Os países do BRICS emergiram como uma grande força para a energia verde. Em junho, os ministros de energia dos países do BRICS se encontraram, juntamente com o Ministério da Energia Limpa, em Beijing, e lançaram uma declaração conjunta comprometendo-se com o apoio mútuo na busca do desenvolvimento das energias renováveis. Juntamente com a Cúpula do G20 em Hamburgo, em julho, os líderes dos BRICS também formalmente reiteraram o seu apoio ao Acordo de Paris.


- Texto 5

          A edição deste ano (2016) do Fórum Econômico Mundial, em curso em Davos, na Suíça, tem como tema central a chamada "Quarta Revolução Industrial". Essa realidade, que já começamos a experimentar no dia a dia, significa uma economia com forte presença de tecnologias digitais, mobilidade e conectividade de pessoas, na qual as diferenças entre homens e máquinas se dissolvem e cujo valor central é a informação.
          Mas, será que o Brasil está preparado para essa nova revolução?
          Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o país se saiu bem na redução de desigualdade social na última década, mas precisa investir mais em educação e inovação para obter ganhos em produtividade e geração de empregos nesta nova economia.
          "O grande desafio à frente é manter os avanços sociais e estimular o aumento da produtividade", afirmou Alicia Bárcena, secretária-executiva da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), órgão ligado à ONU.
          "Novos pactos sociais" são importantes para que esse momento de rompimento econômico transforme-se em oportunidades, avalia.
          "É necessário construir novas alianças que transpassem partidos políticos e viabilizem condições para a criação de um novo ciclo de investimento", disse Bárcena. "Integrar mercados regionais em tecnologias-chave, por exemplo com a criação de um mercado digital comum, e o incentivo a cadeias regionais de tecnologias e produtos verdes."
          O Brasil tem elevado o investimento direto em educação. No período compreendido entre a virada do milênio e 2013, o total cumulativo investido por estudante ao longo da vida acadêmica, do jardim de infância à universidade, passou de R$ 106 mil para R$ 162 mil. O aumento de mais de 50% tem base em dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), vinculado ao Ministério da Educação.
Ainda assim, o Brasil permanece abaixo da média dos países ricos, conforme retrata o Pisa, ranking internacional que avalia a qualificação de estudantes do mundo todo.
          No levantamento de 2012 foi observado que quase metade dos alunos não apresenta competências básicas de leitura. Além disso, outra análise da mesma organização, mas de 2015, estimou que os estudantes brasileiros são muito fracos na capacidade de navegar sites e compreender leituras na internet, ficando à frente apenas da Colômbia e dos Emirados Árabes em um ranking com 31 países.
          As três revoluções industriais anteriores tiveram início nos países desenvolvidos, chegando com atraso ao Brasil. A primeira foi a iniciada no fim do século 18, quando água e vapor foram utilizados para mover máquinas na Inglaterra. A segunda veio do emprego de energia elétrica na produção em massa de bens de consumo. A terceira é a do uso da informática, iniciada em meados do século passado.
          A revolução atual, aliás, segue na esteira dessa anterior: é caracterizada por sua natureza hiperconectada, em tempo real, por causa da internet. Além das mudanças nos sistemas de produção e consumo e amplo uso de inteligência artificial, ela também traz o desenvolvimento de energias verdes.
          Com o fim da diferenciação entre homens e máquinas, uma nova quebra do modelo de cadeias produtivas e as interações comerciais em que consumidores atuam como produtores, mais de 7 milhões de empregos serão perdidos, segundo relatório do Fórum Econômico Mundial.
(...)


- Texto 6 – Artigo de Opinião

Os coxinhas LGBT
O mercado de causas sociais, sexuais e raciais virou uma praga, lucrativa nos balcões eleitorais
GUILHERME FIUZA – 21/09/2017

          O Brasil tinha 200 milhões de técnicos de futebol, mas eles mudaram de emprego. Agora são 200 milhões de fiscais ideológicos. Todos prontos para dar carteiradas solenes a cada esquina do espectro esquerda x direita – ou seja, no mundo da lua. O circo sangrento está animado (a guerra é de ketchup, mas impressiona) e o caso da exposição do Santander espirrou sangue cenográfico por todo lado. Naturalmente, como sempre ocorre por aqui, a polêmica soterrou o que interessa.
          A decisão dos organizadores de suspender o evento em Porto Alegre, após protestos contra uma suposta catequese homossexual no universo infantil (ou algo assim, tanto faz), virou festa para moralistas e demagogos – que foram feitos uns para os outros. Um falso profeta da liberdade de expressão reza todos os dias para topar com um plantonista decrépito da moralidade familiar, e vice-versa. Quando se dá essa conjunção mágica, ambos sacam radiantes seus estandartes e panfletos, capricham na coreografia para delírio dos respectivos fiéis e voltam para suas tocas de barriga cheia. É bom para todo mundo.
          Menos para o pessoal do outro mundo – um que fica bem abaixo da lua. Esse aí não está achando a menor graça no debate do caso Santander, porque sabe que direita x esquerda é um dilema mentiroso, feito para esconder a covardia intelectual sob etiquetas sem nada dentro. Claro que quem quiser detestar e boicotar tem todo o direito de fazê-lo, assim como quem quiser expor e adorar a bizarrice que seja, chamando ou não de arte, também tem. E chega de perder tempo com lições primárias. O papo é outro.
          O que interessa da reação à exposição Queermuseu é a crítica ao arrastão mercadológico das pautas politicamente corretas. Minoria defendia sua avó. O movimento gay eclodiu em San Francisco há meio século. Qualquer ativista sério da causa homossexual nos dias de hoje acha ridículo quem usa orgulho gay para se fantasiar de vanguarda. Estes são os coxinhas LGBT. E essa mercantilização de causas sexuais, raciais e sociais virou uma praga – um tsunami de butique altamente lucrativo nos balcões eleitorais, comerciais, de marketing e de reputações, invariavelmente atrapalhando a defesa da própria causa original.
          Aí vem o outro batendo no peito e dizendo que era um grande banco realizando a exposição com dinheiro público, “o meu dinheiro” etc. Ok, companheiro, mas a má notícia é que nessa pornografia o buraco é mais embaixo: fique à vontade para reclamar, de boca cheia (com todo o respeito), do uso do dinheiro privado também. Traduzindo: a praga politicamente correta dominou as oportunidades de mercado, produzindo uma fenomenal hegemonia da burrice.
          Do autor de telenovela ao dono da emissora, do patrocinador esportivo ao pesquisador universitário, passando pelo vereador e pelo camelô da esquina, todos sabem que projeto com proselitismo coitado é vendedor. O enésimo recital de pieguice racial ou sexual, que pelo teor demagógico já é em si uma afronta à própria vítima que finge defender, está fadado ao sucesso. Não tem erro. Sim, é assustador – assustadoramente real. O pobre coitado do marketing do Santander não tinha dúvidas de que convidar crianças recém-alfabetizadas para uma imersão estética pansexual era o melhor que ele fazia por seu emprego.
          O tiro saiu pela culatra – e é claro que oportunistas dos dois lados estão na sua guerra sangrenta de ketchup discutindo se foi censura ou se foi uma ofensa à família brasileira. Mas o banco e o mercado, que nada têm a ver com a dicotomia dos lunáticos, estão convidados a entender esse boicote agressivo e surpreendente como o que ele de fato foi, acima de tudo: uma reação de saturação a uma doutrinação idiota, que finge afirmar valores nobres para vender seu peixe.
          É a mesma malandragem que queria retocar a obra de Monteiro Lobato por suposta luta contra o racismo – o que os libertários de porta de assembleia não viram como censura, claro, mas como libertação. O truque ficou velho, companheiros, e cada vez mais gente perceberá que seu falso heroísmo não ajuda em nada os negros, os gays e quem mais vocês pasteurizam.
          O grande ato de respeito à diferença que se espera do Brasil no momento é quebrar a espinha do totalitarismo politicamente correto.


- Proposta 19 – Modelo Enem

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- Proposta 20 – Modelo Enem

Como tornar as cidades brasileiras viáveis para uma população de idosos superior à de jovens.

- Proposta 21 – Modelo Enem

Celular: objeto de desejo para entretenimento ou eficaz ferramenta de trabalho.

- Proposta 22 – Artigo de Opinião


A Arte como instrumento de guerrilha ideológica, importa menos o conceito e mais o preconceito.  

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