LÚMEN ESPECÍFICAS
REDAÇÃO
PROFESSORES: MÁRCIO, SINVAL, ZÉ LARANJA
- Textos Motivadores
- Texto 1
O Reino Unido quer proibir a venda de
veículos novos movidos a gasolina ou diesel a partir de 2040, como parte de um
plano para tirar todos estes carros das ruas até 2050, segundo afirmou o
ministro do meio ambiente Michael Gove nesta quarta-feira (26). De acordo com a
agência Reuters, Gove fez o anúncio em uma entrevista à rede BBC. Um documento
do Partido Conservador prevê as medidas para banir os carros a gasolina ou
diesel das ruas. Ele também confirmou a proibição das vendas em 2040. O
ministro britânico ainda afirmou que o governo colocará 200 milhões de libras
para políticas de restrição de veículos a diesel em regiões mais poluídas.
No mês passado, a França anunciou a
intenção de acabar com a venda dos modelos a combustão também até 2040. O plano
do governo francês integra o acordo votado na Conferência de Paris, em dezembro
de 2015, de luta contra o aquecimento global. Algumas cidades da Alemanha,
incluindo Munique e Stuttgart, também consideram banir os veículos a diesel.
Até 2035, para cada grama de carbono
emitida, a mesma quantidade deverá ser retirada da atmosfera. Para isso, a
diminuição da circulação de veículos é essencial. O escândalo de fraude em
emissões da Volkswagen pode ter dado um impulso a essas iniciativas. Por isto,
montadoras também estão investindo forte para mudar a matriz energética. A
Volvo, por exemplo, não lançará mais modelos novos movidos somente a combustão
a partir de 2019.
Disponível em: https://g1.globo.com/carros/noticia/reino-unido-anuncia-plano-para-acabar-com-carros-a-gasolina-ou-diesel-ate-2050.ghtml
- Texto 2
A Tesla se tornou nesta segunda-feira a maior fabricante americana de
automóveis por seu valor financeiro, superando a General Motors (GM), em uma
demonstração da confiança do mercado em seu potencial.
Nas primeiras transações em Wall Street, a ação da Tesla, fabricante
americana de automóveis elétricos de luxo, subiu e o valor financeiro da
companhia era de 51,56 bilhões de dólares contra 50,26 bilhões de GM, o maior
fabricante americano em termos de venda.
A Tesla manteve assim nesta segunda-feira um crescimento financeiro iniciado
na semana passada e que chegou a superar a Ford.
A diferença de valor financeiro entre a Tesla e a GM não reflete a
relação de forças entre ambas as companhias.
No ano passado a Tesla produziu 84.000 automóveis e teve um volume de
negócios de 7 bilhões de dólares. Já a GM fabricou 10 milhões de carros e teve
uma receita superior a 166 bilhões de dólares.
A GM tem 17,3% do mercado americano e a Tesla só 0,2%, segundo o
Autodata.
A Tesla começou a subir em Wall Street graças a uma quantidade recorde
de 25.000 autos entregues no primeiro trimestre, o que levou os analistas a
fazer projeções otimistas para os próximos meses.
A ascensão da Tesla sugere que os mercados financeiros apostam que os
motores elétricos substituirão, no longo prazo, os de combustão e que os
veículos autônomos e os serviços de mobilidade são o futuro dos meios de
transporte, segundo especialistas.
- Texto 3
É um estrago e tanto. Na área que recebe o grande lago que serve de
reservatório da hidrelétrica, a natureza se transforma: o clima muda, espécies
de peixes desaparecem, animais fogem para refúgios secos, árvores viram madeira
podre debaixo da inundação… E isso fora o impacto social: milhares de pessoas
deixam suas casas e têm de recomeçar sua vida do zero num outro lugar. No
Brasil, 33 mil desabrigados estão nessa situação, e criaram até uma
organização, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).
Pode parecer uma catástrofe, mas, comparando com outros tipos de geração
de energia, a hidrelétrica até que não é ruim. Quando consideramos os riscos
ambientais, as usinas nucleares são mais perigosas. E, se pensarmos no clima
global, as termoelétricas – que funcionam queimando gás ou carvão – são as
piores, pois lançam gases na atmosfera que contribuem para o efeito estufa.
A verdade é que não existe nenhuma forma de geração de energia 100%
limpa. “Toda extração de energia da natureza traz algum impacto. Mesmo a
energia eólica (que usa a força do vento), que até parece inofensiva, é
problemática. Quem vive embaixo das enormes hélices que geram energia sofre com
o barulho, a vibração e a poluição visual, além de o sistema perturbar o fluxo
migratório de aves, como acontece na Espanha”, afirma o engenheiro Gilberto
Jannuzzi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Outro problema das
fontes alternativas é o aspecto econômico: a energia solar, por exemplo, é bem
menos impactante que a hidrelétrica, mas custa dez vezes mais e não consegue
alimentar o gasto elevado das grandes cidades.
Por causa disso, os ambientalistas defendem a bandeira da redução do
consumo. Pelas contas do educador ambiental Sérgio Dialetachi, coordenador da
campanha de energia do Greenpeace, daria para economizar 40% da energia
produzida no país com três medidas. Primeiro, instalando turbinas mais
eficientes nas usinas antigas. Segundo, modernizando as linhas de transmissão e
combatendo o roubo de energia. Terceiro, retornando ao comportamento da época
do racionamento, em 2001, com equipamentos e hábitos menos gastadores. Tudo
isso evitaria que novas hidrelétricas precisassem ser construídas, protegendo
um pouco mais nosso planeta.
Disponível
em: https://mundoestranho.abril.com.br/ambiente/qual-o-impacto-ambiental-da-instalacao-de-uma-hidreletrica/#
- Texto 4
97% do volume investido no Brasil pelos chineses no primeiro semestre
deste ano foi em energia. E esse apetite
não deve arrefecer: segundo informação do presidente da Câmara de Comércio e
Indústria Brasil-China, Charles Tang, os chineses pretendem crescer ainda mais
no setor energético. “Temos uma empresa que nos pediu para ver a possibilidade
de o governo fazer um leilão de energia de lixo.” Uma fabricante de cabos para
transmissão de energia também analisa o país, diz Tang.
Nos últimos 30 meses, a China respondeu por 30% do investimento
estrangeiro direto no Brasil. Entre 2015 e 2016, quatro dos maiores
investimentos internacionais chineses foram no Brasil, incluindo o maior
contrato internacional chinês, avaliado em USD 13 bilhões, por meio do qual a
State Grid Corporation of China (SGCC) adquiriu uma participação no controle da
CPFL Energia SA. Atualmente a SGCC tem
50% do seus ativos no exterior localizados no Brasil.
É nas energias renováveis que a China tem se destacado. Atualmente ela é
simplesmente o maior investidor mundial em energia renovável, com 78,3 bilhões
de dólares investidos em 2016, e 102,9 bilhões de dólares em 2015 – valor bem
acima de um terço do total global. No
ano passado, a China ficou como o quinto maior investidor em energia renovável
nos mercados emergentes, sendo responsável por USD 19,7 bilhões desde 2005.
De acordo com o Financial Times, todos os países do BRICS, excetuando-se
a Rússia, estiveram entre os principais destinos para os investimentos chineses
internacionais em energia renovável em 2015.
E não são poucas as oportunidades de investimentos nos países em
desenvolvimento: juntas, as metas nacionais de energia renovável dos BRICS
aumentarão a quantidade total de energia renovável instalada entre as cinco
nações para mais de 1,251 GW em variadas datas de entrega entre 2020-2030. Isso
significaria um aumento de cerca de 498 GW – aproximadamente um quarto da
capacidade atual instalada de energia renovável no mundo todo.
Em 2016, os países do BRICS detinham 38% da capacidade de energia
renovável instalada no mundo, superando a participação do grupo no PIB
global (22.5% em 2015). Com mais de dois
terços da capacidade total de renovável dos países do BRICS, a China lidera
essa porcentagem.
Mas o Brasil e a Índia estão em curva ascendente, cada qual contribuindo
com aproximadamente 5% do total global em 2016. A Rússia e a África do Sul são
contribuintes muito menores, mas sua capacidade também está em ascensão.
Os países do BRICS emergiram como uma grande força para a energia verde.
Em junho, os ministros de energia dos países do BRICS se encontraram,
juntamente com o Ministério da Energia Limpa, em Beijing, e lançaram uma
declaração conjunta comprometendo-se com o apoio mútuo na busca do
desenvolvimento das energias renováveis. Juntamente com a Cúpula do G20 em
Hamburgo, em julho, os líderes dos BRICS também formalmente reiteraram o seu
apoio ao Acordo de Paris.
Disponível
em: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2017/09/maior-investidor-estrangeiro-brasil-china-foca-setor-energetico/32593
- Texto 5
A edição deste ano (2016) do Fórum Econômico Mundial,
em curso em Davos, na Suíça, tem como tema central a chamada "Quarta
Revolução Industrial". Essa realidade, que já começamos a experimentar no
dia a dia, significa uma economia com forte presença de tecnologias digitais,
mobilidade e conectividade de pessoas, na qual as diferenças entre homens e
máquinas se dissolvem e cujo valor central é a informação.
Mas, será que o Brasil está preparado para essa nova revolução?
Segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil, o país se saiu bem na
redução de desigualdade social na última década, mas precisa investir mais em
educação e inovação para obter ganhos em produtividade e geração de empregos
nesta nova economia.
"O grande desafio à frente é manter os avanços sociais e estimular
o aumento da produtividade", afirmou Alicia Bárcena, secretária-executiva
da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), órgão ligado à ONU.
"Novos pactos sociais" são importantes para que esse momento
de rompimento econômico transforme-se em oportunidades, avalia.
"É necessário construir novas alianças que transpassem partidos
políticos e viabilizem condições para a criação de um novo ciclo de
investimento", disse Bárcena. "Integrar mercados regionais em
tecnologias-chave, por exemplo com a criação de um mercado digital comum, e o
incentivo a cadeias regionais de tecnologias e produtos verdes."
O Brasil tem elevado o investimento direto em educação. No período
compreendido entre a virada do milênio e 2013, o total cumulativo investido por
estudante ao longo da vida acadêmica, do jardim de infância à universidade,
passou de R$ 106 mil para R$ 162 mil. O aumento de mais de 50% tem base em
dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais),
vinculado ao Ministério da Educação.
Ainda assim, o Brasil permanece abaixo da
média dos países ricos, conforme retrata o Pisa, ranking internacional que
avalia a qualificação de estudantes do mundo todo.
No levantamento de 2012 foi observado que quase metade dos alunos não
apresenta competências básicas de leitura. Além disso, outra análise da mesma
organização, mas de 2015, estimou que os estudantes brasileiros são muito
fracos na capacidade de navegar sites e compreender leituras na internet,
ficando à frente apenas da Colômbia e dos Emirados Árabes em um ranking com 31
países.
As três revoluções industriais anteriores tiveram início nos países
desenvolvidos, chegando com atraso ao Brasil. A primeira foi a iniciada no fim
do século 18, quando água e vapor foram utilizados para mover máquinas na
Inglaterra. A segunda veio do emprego de energia elétrica na produção em massa
de bens de consumo. A terceira é a do uso da informática, iniciada em meados do
século passado.
A revolução atual, aliás,
segue na esteira dessa anterior: é caracterizada por sua natureza
hiperconectada, em tempo real, por causa da internet. Além das mudanças nos
sistemas de produção e consumo e amplo uso de inteligência artificial, ela
também traz o desenvolvimento de energias verdes.
Com o fim da diferenciação entre homens e máquinas, uma nova quebra do
modelo de cadeias produtivas e as interações comerciais em que consumidores
atuam como produtores, mais de 7 milhões de empregos serão perdidos, segundo
relatório do Fórum Econômico Mundial.
(...)
Disponível
em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160122_quarta_revolucao_industrial_mw_ab
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Texto 6 – Artigo de Opinião
Os
coxinhas LGBT
O
mercado de causas sociais, sexuais e raciais virou uma praga, lucrativa nos
balcões eleitorais
GUILHERME
FIUZA – 21/09/2017
O Brasil tinha 200 milhões de técnicos de futebol, mas eles mudaram de
emprego. Agora são 200 milhões de fiscais ideológicos. Todos prontos para dar
carteiradas solenes a cada esquina do espectro esquerda x direita – ou seja, no
mundo da lua. O circo sangrento está animado (a guerra é de ketchup, mas
impressiona) e o caso da exposição do Santander espirrou sangue cenográfico por
todo lado. Naturalmente, como sempre ocorre por aqui, a polêmica soterrou o que
interessa.
A decisão dos organizadores de suspender o evento em Porto Alegre, após
protestos contra uma suposta catequese homossexual no universo infantil (ou
algo assim, tanto faz), virou festa para moralistas e demagogos – que foram
feitos uns para os outros. Um falso profeta da liberdade de expressão reza
todos os dias para topar com um plantonista decrépito da moralidade familiar, e
vice-versa. Quando se dá essa conjunção mágica, ambos sacam radiantes seus
estandartes e panfletos, capricham na coreografia para delírio dos respectivos
fiéis e voltam para suas tocas de barriga cheia. É bom para todo mundo.
Menos para o pessoal do outro mundo – um que fica bem abaixo da lua.
Esse aí não está achando a menor graça no debate do caso Santander, porque sabe
que direita x esquerda é um dilema mentiroso, feito para esconder a covardia
intelectual sob etiquetas sem nada dentro. Claro que quem quiser detestar e
boicotar tem todo o direito de fazê-lo, assim como quem quiser expor e adorar a
bizarrice que seja, chamando ou não de arte, também tem. E chega de perder
tempo com lições primárias. O papo é outro.
O que interessa da reação à exposição Queermuseu é a crítica ao arrastão
mercadológico das pautas politicamente corretas. Minoria defendia sua avó. O
movimento gay eclodiu em San Francisco há meio século. Qualquer ativista sério
da causa homossexual nos dias de hoje acha ridículo quem usa orgulho gay para
se fantasiar de vanguarda. Estes são os coxinhas LGBT. E essa mercantilização
de causas sexuais, raciais e sociais virou uma praga – um tsunami de butique
altamente lucrativo nos balcões eleitorais, comerciais, de marketing e de
reputações, invariavelmente atrapalhando a defesa da própria causa original.
Aí vem o outro batendo no peito e dizendo que era um grande banco
realizando a exposição com dinheiro público, “o meu dinheiro” etc. Ok,
companheiro, mas a má notícia é que nessa pornografia o buraco é mais embaixo:
fique à vontade para reclamar, de boca cheia (com todo o respeito), do uso do
dinheiro privado também. Traduzindo: a praga politicamente correta dominou as
oportunidades de mercado, produzindo uma fenomenal hegemonia da burrice.
Do autor de telenovela ao dono da emissora, do patrocinador esportivo ao
pesquisador universitário, passando pelo vereador e pelo camelô da esquina,
todos sabem que projeto com proselitismo coitado é vendedor. O enésimo recital
de pieguice racial ou sexual, que pelo teor demagógico já é em si uma afronta à
própria vítima que finge defender, está fadado ao sucesso. Não tem erro. Sim, é
assustador – assustadoramente real. O pobre coitado do marketing do Santander
não tinha dúvidas de que convidar crianças recém-alfabetizadas para uma imersão
estética pansexual era o melhor que ele fazia por seu emprego.
O tiro saiu pela culatra – e é claro que oportunistas dos dois lados
estão na sua guerra sangrenta de ketchup discutindo se foi censura ou se foi
uma ofensa à família brasileira. Mas o banco e o mercado, que nada têm a ver
com a dicotomia dos lunáticos, estão convidados a entender esse boicote
agressivo e surpreendente como o que ele de fato foi, acima de tudo: uma reação
de saturação a uma doutrinação idiota, que finge afirmar valores nobres para
vender seu peixe.
É a mesma malandragem que queria retocar a obra de Monteiro Lobato por
suposta luta contra o racismo – o que os libertários de porta de assembleia não
viram como censura, claro, mas como libertação. O truque ficou velho,
companheiros, e cada vez mais gente perceberá que seu falso heroísmo não ajuda
em nada os negros, os gays e quem mais vocês pasteurizam.
O grande ato de respeito à diferença que se espera do Brasil no momento
é quebrar a espinha do totalitarismo politicamente correto.
Disponível
em: http://epoca.globo.com/politica/guilherme-fiuza/noticia/2017/09/os-coxinhas-lgbt.html
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Proposta 19 – Modelo Enem
A
atual revolução tecnológica proporcionará energia limpa e melhor qualidade de
vida?
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Proposta 20 – Modelo Enem
Como tornar as cidades brasileiras viáveis
para uma população de idosos superior à de jovens.
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Proposta 21 – Modelo Enem
Celular: objeto de desejo para
entretenimento ou eficaz ferramenta de trabalho.
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Proposta 22 – Artigo de Opinião
A Arte como instrumento de guerrilha
ideológica, importa menos o conceito e mais o preconceito.
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